Contextos de Segurança

O SELinux aplica a política que é baseada na relação de atributos de um sujeito para atributos de um objeto. Essa relação entre os atributos do sujeito e os atributos dos objetos são referenciados como contextos de segurança. Contextos de segurança são um conjunto de propriedades que são associados à objetos e sujeitos. Essas propriedades são: usuário, papel, tipo e nível/categoria de segurança. A combinação desses campos forma o contexto de segurança. O SELinux armazena os contextos de segurança nos atributos extendidos (xattr) dos sistemas de arquivos, hoje suportado nos sistemas de arquivos mais comuns do mundo Linux: ext2, ext3, reiserfs, xfs, etc. Um Exemplo de um contexto de segurança simples pode ser visualizado na figura 2.5.

Figure Figura 2.5:: Exemplo de contexto de segurança SELinux
\includegraphics[width=20em]{contexto.eps}

A seguir estão detalhados cada um dos campos utilizados na construção do construção do contexto de segurança SELinux:

Para verificar o contexto de segurança SELinux de objetos, alguns programas como ls, id, ps, cp, mv, cron, login, etc. foram alterados para incluir a opção ``-Z'', para listar os contextos. Como exemplo, para verificar o contexto de segurança de um usuário no prompt, é rodado o seguinte comando:

\fbox{
\begin{minipage}{0.75\textwidth} % 3/4 da largura de texto
\par
\$ id -Z
\par
system\_u:system\_r:unconfined\_t:s0
\par
\end{minipage}}

No exemplo, o usuário corrente está no contexto de segurança como usuário system_u, com o papel system_r, no domínio unconfined_t e nível de sensibilidade s0. Ou então, como outro exemplo, para verificar o contexto de segurança SELinux de um arquivo, é usado o seguinte comando:

\fbox{
\begin{minipage}{0.75\textwidth} % 3/4 da largura de texto
\par
\$ ls -Z ...
...root system\_u:object\_r:passwd\_exec\_t:s0 /usr/bin/passwd
\par
\end{minipage}}

Nesse exemplo, o arquivo /usr/bin/passwd mostra que seu contexto de segurança é do usuário SELinux system_u, com o papel object_r, do tipo passwd_exec_t e nível de sensibilidade s0.

Jeronimo Zucco 2008-04-26